Atualização em avaliação econômica e cálculo do valor justo

67ª edição - Fevereiro de 2018

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Nesta edição, vamos tratar dos seguintes temas:

  1. Certificação profissional e desenvolvimento da carreira de avaliador.
  2. Temas relevantes para o IVSC.

 

Certificação profissional
 

Em um mundo em que o conhecimento evolui com uma velocidade jamais vista, o profissional precisa investir continuamente para se manter atualizado. Tanto é verdade que algumas profissões aqui no Brasil já exigem a participação em um número mínimo de horas de treinamento qualificado a cada ano.

Além de participar de programas de curta duração, o profissional pode ampliar seu conhecimento por meio de cursos de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado) e de certificação (local e internacional). Para o exercício de certas atividades profissionais, a certificação já é obrigatória.

A obtenção de uma certificação ou de um título adicional permite não só o aprofundamento do conhecimento, mas também a ampliação da rede de relacionamentos. Dessa forma, a pessoa passa a pertencer ao grupo daqueles que se esforçaram, que foram além, e isso tem visibilidade no mercado de trabalho. Adicionalmente, ao pertencer a esse grupo de bem-sucedidos, o profissional amplia a rede de referência para oferecer produtos e serviços, bem como acesso qualificado a certas posições no mercado.

Entretanto, a obtenção de certificação ou título adicional exige um esforço significativo de recursos (tempo e dinheiro) e, portanto, precisa ser bem planejado. Nenhuma certificação ou título é barato e fácil. Por isso, aqueles que conseguem obtê-las, tem posição diferenciada.

elaborar avaliação econômico-financeira para qualquer fim (M&A, planejamento estratégico, estudo de viabilidade, registro contábil, indenizações etc.), a principal certificação é pela American Society of Appraiser (ASA). Esse certificado é obtido mediante a realização de cursos e provas, bem como apresentação de experiências relevantes. Para a certificação intermediária, o profissional deve comprovar pelo menos três anos de experiência em tempo integral e, para o nível sênior, pelo menos cinco anos dedicados à elaboração de avaliação. Aqueles profissionais que já possuem outras certificações na área financeira, como por exemplo o CFA, têm um caminho mais curto.

Apesar da dificuldade, não vemos qualquer desvantagem em possuir uma certificação ou um título. Aqueles que tiverem interesse no ASA, nós temos disponibilidades para explicar em detalhes.

E por falar em CFA, foi lançado o prêmio CFA Society Brasil de inovação financeira. Serão premiados três trabalhos (monografias, dissertações ou teses) que tratem de inovação  financeira com prêmios que variam de R$8  mil a R$ 20 mil. Participe!

 

Temas relevantes para o IVSC
 

 

O IVSC - The International Valuation Standards Council é uma entidade não governamental, independente e sem fins lucrativos, cujo principal objetivo é desenvolver padrões de avaliação de forma global. Em 2017, essa entidade abriu uma consulta pública para ouvir da comunidade de avaliadores e de interessados em avaliação os principais temas que precisam ser estudados nos próximos anos.

Inicialmente, foram propostos os seguintes temas: passivos não financeiros, taxa de desconto, avaliação de startups, ativo biológico, indústria extrativa e estoques.

A consulta pública ficou aberta por 90 dias e, recentemente, o IVSC publicou o resultado. Foram obtidas 39 respostas enviadas por interessados de diversos países da América do Norte, Europa, Ásia, Oceania, Oriente Médio e África.  Da América do Sul, apenas o Equador enviou uma contribuição. O Brasil não foi representado. Como não temos uma entidade de classe de avaliadores, ficamos de fora, embora os temas elencados estejam fortemente presente no nosso dia a dia (ativo florestal e indústria extrativa são parte importante do PIB brasileiro).

As respostas foram enviadas pelas grandes consultorias internacionais, entidades de classe de vários países (inclusive o ASA), entidades de ensino e por indivíduos.

Além de comentar os temas propostos, muitos outros temas foram apresentados pelos participantes, o que indica o quanto ainda precisamos evoluir no entendimento do que de fato é uma avaliação e como fazê-la.

Como tornar os relatórios de avaliação mais uniformes, de modo que trabalhos realizados por diferentes profissionais em locais distintos possam ser amplamente entendidos, interpretados e comparáveis? Como tornar os trabalhos mais críveis? Quem acha que avaliação é colocar números em uma planilha eletrônica, montar um fluxo de caixa e descontar a valor presente está fora da profissão, é apenas um curioso repetindo fórmulas prontas.

Assim, com base em respostas obtidas, foi montado um plano de trabalho para cada tópico, de acordo com a ordem de prioridade, que será realizado ao longo de 2018, 2019 e 2020, considerando as diversas etapas que incluem a emissão de notas técnicas, consulta pública específica e publicação do novo padrão de avaliação.

Vamos acompanhar e participar desse esforço!