Cada vez mais escolas procuram jogos eletrônicos para complementar o ensino.

Depois de instituírem o uso de aparelhos netbooks e tablets pelos alunos, algumas escolas das redes particular e pública estão utilizando jogos eletrônicos como método de ensino complementar para crianças e adolescentes. Até o momento, ainda não existem dados concretos sobre o sucesso de aprendizado em sala de aula, mas esse modelo vem sendo defendido por muitos educadores.

A nova fase da educação ganhou corpo durante a semana passada, quando o Governo Federal divulgou que estuda reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre os jogos digitais, desde que tenham aplicação educacional.

A procura das escolas acabou criando um aumento na produção de jogos eletrônicos com essa temática. Em Pernambuco, por interesse da Secretaria Estadual de Educação, Fred Vasconcelos, diretor-executivo da Joy Street, desenvolveu games para educação e treinamento. Hoje, a empresa disponibiliza um portal com jogos que são utilizados por estudantes de 1,2 mil escolas da rede pública. “Estamos expandindo nossos serviços e a projeção é crescer 80% em 2011", contou Vasconcelos.

Segundo Sergio Nesteriuk, professor do departamento de ciência da computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), os games não são usados apenas para fins de distração, mas também com objetivos profissionais. Mas ressalva que o jogo deve ser atrativo, seja ele qual for. “Normalmente, os videogames estão associados à diversão, mas cada vez mais estão sendo usados para a educação e treinamento empresarial. O game educacional não tem que competir com os blockbusters, mas se for muito chato, o tiro sairá pela culatra", analisou.

Fonte: Moacir Draska e Luciano Máximo (Valor Econômico 15.09.2011)