A velocidade com que a tecnologia avançou nos últimos anos é uma das principais causas

aviãoabEles foram criados com excesso de reforços positivos e com pouquíssimas frustrações. Estimulados desde o nascimento, são cultos, falam idiomas diversos e estão conectados a tudo. Mas são instáveis emocionalmente, incapazes de receber uma crítica e possuem dificuldade para encarar decepções. Esses são os jovens da Geração Y, nascidos entre as décadas de 80 e 90.

Apesar da infinidade de cursos técnicos, línguas e intercâmbios, a Geração Y deixa a desejar quando o assunto é iniciativa e, principalmente, paciência. “Se não são valorizados na empresa ou se o trabalho não tem um crescimento na velocidade de suas expectativas, eles procuram outros lugares. Não existe mais aquela fidelidade de antigamente”, conta Mauricio Lima, sócio diretor da Zero Cinco Propaganda.

Ainda segundo o publicitário, “eles (jovens) devem assimilar todo esse conhecimento adquirido a partir de cursos e viagens e ter a capacidade de tomar decisões, de se moldar em situações e responder a tudo isso de maneira equilibrada”.

De acordo com a coordenadora do Ensino Médio do Colégio Sion de Curitiba, Lucilene Brustolin, a velocidade com que a tecnologia avançou nos últimos anos é uma das principais causas de o homem atual perder seus critérios, a consciência crítica e seu papel ativo na construção do mundo. “Nossa missão no Sion é promover a formação de cidadãos conscientes de sua humanidade, críticos e agentes de transformação, capazes de entender, escolher, questionar e discernir na sociedade da informação, do conhecimento e consumo, aptos a conviver e respeitar as diferentes culturas e as diferenças entre as pessoas na sociedade globalizada. Isso porque a filosofia do Colégio está embasada na formação humana livre e responsável e também na descoberta e estímulo de aptidões e talentos", completa a coordenadora.

Na prática, as reações dos jovens da Geração Y é o resultado acumulado desde a educação infantil, com atividades voltadas para a autonomia e para o movimento ativo e contínuo, com ações que desenvolvem o equilíbrio neuro-psico-muscular.

Método Ramain

Para Lucilene, existem algumas práticas que podem ajudar o aluno a se tornar não apenas um bom profissional, mas um bom cidadão. O método Ramain, aplicado aos os alunos do Sion, é um bom exemplo. Por se tratar de um processo de estruturação integrada que desenvolve capacidades intelectuais, afetivas e motoras, o método auxilia na formação da resiliência, do autoconhecimento e das habilidades.

“Os exercícios de Ramain são sempre um desafio, e são propostos de maneira constante e criativa, o que promove o incentivo ao desenvolvimento psicomotor. Trata-se de tomar consciência do seu interior, do esquema corporal, dominar e libertar-se de alguns bloqueios”, conta a coordenadora.

Entre os exercícios estão: labirintos, ditados, exercícios de simetria, recortes, exercícios de imaginação e ginástica mental. E o mais importante: o uso da borracha é proibido. “A intenção é que o aluno aprenda com o próprio erro, tornando-o construtivo e, como o erro permanece visível, ele pode perceber a consequência dos seus atos. Isso faz com que a criança tenha uma evolução de atitude e saiba como agir diante de uma tarefa a ser executada, os alunos trabalham com a superação de obstáculos", , explica Lucilene.

De pai a empreendedor

Como pai de dois filhos, um de 16 e outro de 7 anos, Mauricio Lima ressalta a importância de deixar clara a autoridade que os pais devem ter sobre seus filhos: “Grande parte deles não conheceu a figura de autoridade; isso interfere no lado emocional e no nível de comprometimento do jovem. Sem isso, a criança acha que o mundo gira ao seu redor”.

Para ele, os pais devem ensinar a ouvir e a buscar seu próprio caminho. “Nossa conversa é no mesmo nível, mostramos o mundo lá fora, a realidade, o senso de cidadania. Desde cedo, ensinamos que não estamos ali para servir, mas sim para apoiar”, completa.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Colégio Sion de Curitiba (Vogg Branded Content)