Potencialize as apresentações de conteúdos em sala de aula

120px-Palestra-hackerEnsinar e apresentar um conteúdo são atividades bastante parecidas. Em uma apresentação, espera-se que o conteúdo apresentado esteja sendo aprendido.

Se fizermos uma análise do processo ensino-aprendizagem em duas etapas, pode potencializar o "poder de comunicação" do professor. O primeiro processo é a avaliação do nível de conhecimento do aluno e o segundo, o uso adequado da técnica de ensino-aprendizagem.

Nivelamento de conhecimento

Em uma sala de aula, você pode estar pensando que os alunos estejam dominando as matérias básicas exigidas como pré-requisito para sua disciplina, mas na realidade, não.

Por exemplo, em uma disciplina de cirurgia, se o professor instruir um estudante de medicina a fazer cirurgia em um paciente e ele não souber em que parte da coluna vertebral passam os nervos, vai cortá-los e nem vai perceber, deixando o paciente paralítico.

Em uma disciplina de auditoria, se o aluno não tiver boa noção de contabilidade básica, de nada adiantará o professor ensinar técnicas de evidenciação, por exemplo, pois o aluno não saberá relacionar uma coisa com a outra.

Uma grade curricular de um curso é elaborada de forma que o aluno vá obtendo conhecimentos em diversas disciplinas passo a passo e evolua durante o curso, mas o professor deve verificar o estado atual do aprendizado dos alunos e adaptar seu conteúdo ao nível que a média da turma possa compreendê-lo. Se for o caso, pode tornar-se necessária uma boa dose de "revisão" de matérias básicas.

É comum os coordenadores de cursos exigirem dos professores o cumprimento do conteúdo programático. Aí, os professores são obrigados a passar os conteúdos dentro do prazo estipulado.

O professor pode aplicar um teste para avaliar o nível de conhecimento da turma no início e durante o transcorrer da disciplina. Se verificar que há necessidade de revisar as disciplinas consideradas como pré-requisito, não hesite em fazê-lo. Algumas aulas de revisão que podem parecer perda de tempo reverterão em ganhos substanciais no futuro.

Uma vez niveladas as bases de conhecimentos (de ambos os lados, do professor e o do aluno), o professor pode comunicar-se com os alunos por meio de três formas básicas: auditiva, visual e sinestésica.

Capacidade de aprendizagem

Reconhecidamente, as pessoas aprendem ouvindo, vendo e fazendo. Mas, atenção! Estudos mostram que quando o cérebro tenta assimilar a associação de dois métodos ao mesmo tempo, surgem complicações.

Em 2003, o Prof. Edward Tuffe formulou e desenvolveu a "Teoria da Carga Cognitiva", que trata da capacidade que o cérebro humano tem de assimilar informações. Essa teoria diz que o cérebro humano processa e retém mais informações se elas tiverem sido apresentadas na forma auditiva ou na forma visual, mas não nas duas formas ao mesmo tempo (Bob Harvey. O segredo para apresentações irresistíveis. Editora Universo dos Livros).

Em uma apresentação por meio de PowerPoint, por exemplo, espera-se que os alunos absorvam as palavras faladas em conjunto com as imagens projetadas. Para que o efeito da apresentação seja eficiente, recomenda-se dar um pequeno espaço de tempo entre as falas e as visualizações. Precisa fazer com que os alunos se concentrem em um ou outro recurso de aprendizado (auditivo ou visual).

Uma vez compreendido o conceito, a aplicação do terceiro método, o sinestésico, é imprescindível em disciplinas que exijam cálculos. O grau de aprendizado será maior se o aluno fizer exercícios práticos, de preferência, do tipo que tem ligação perceptível com a realidade de seu cotidiano.

Outro ponto importante que o professor deve considerar no processo de aprendizagem da geração atual de alunos é a mudança na forma de memorização na "era Google", que tornou-se mais superficial, de acordo com um estudo da psicóloga Betsy Sparrow, da Universidade de Columbia. Leia a matéria publicada no Professornews, clicando aqui.


Por Prof. Masakazu Hoji, para o Professornews